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Mudanças 2. (1979 – reestilização Dart/Charger)

Grandes mudanças na linha Dart/Charger ganhando dois irmãos, o Magnum e o Le Baron, respectivamente um Coupé e um Sedan, ambos muito luxuosos. As principais mudanças ficaram na carroceria, que no caso do Dart ganhou nova frente e nova grade. No Magnum, Le Baron e Charger R/T a frente possui quatro faróis e grade bipartida. Já na traseira todos os modelos ganharam nova tampa do porta-malas e lanterna retangulares horizontais, divididas em duas (freio/seta e luz de ré). Para toda a linha também foram criados novos pára-choques dianteiros e traseiros e o friso da caixa de ar era mais estreito e reto.

No Dart a lateral ficou inalterada, inclusive mantendo as discretas faixas laterais na linha de cintura, que terminavam nos emblemas DART DE LUXO existentes nos pára-lamas traseiros. Na traseira, a única diferença entre os outros modelos é um emblema DODGE, fixado no canto direito. Tanto o Dart Coupê como o Sedan, tiveram os primeiros modelos fornecidos com as mesmas calotas centrais utilizadas no Dart Se (provavelmente mais uma maneira de desovar estoques), posteriormente sendo substituídas pelo conjunto de calota plástica e sobre aro cromado idêntico ao utilizado pelo RT dos anos anteriores, não recebendo porém, as argolas decorativas nos furos das rodas.

No Charger as maiores mudanças foram a retirada das faixas laterais decorativas e a coluna traseira prolongada, mas em compensação ganhou pintura em dois tons, rodas de liga-leve (foi o primeiro carro nacional de uma grande montadora a possuir este item de série) e janelas laterais com persianas (em fibra de vidro). Nas laterais ganhou o logotipo CHARGER R/T, entre as rodas dianteiras e as portas. Na traseira o único diferencial sobre o Dart era um friso que separava a tampa do porta-malas e o painel traseiro, tanto que neste caso a moldura das lanternas era igual a do Dart. O Charger perdeu o conta-giros do painel, ganhando o mesmo relógio a quartzo do Magnum, inconcebível a um esportivo.

No Magnum, se destacavam as faixas laterais decorativas, calotas raiadas, teto em vinil dividido por um cinturão que terminava nas novas molduras dos vidros laterais traseiros, produzidas em fibra de vidro e pintadas na cor da carroceria (deixando com este cinturão, as colunas das portas mais largas). Também no Magnum foi incluso uma mira na frente do capô e existia a possibilidade deste modelo estar equipado com Teto Solar elétrico. Na traseira este ganhou uma placa de aluminio com a escrita DODGE.

Já o Le Baron, era lateralmente idêntico ao Dart Sedan, menos pelas calotas e faixas decorativas. O Le Baron vinha com teto em vinil e possuia uma mira na frente do capô, igual a do Magnum. Era equipado com câmbio mecânico de 3 marchas na coluna ou câmbio automático na coluna. Era o único modelo da linha a vir equipado de série com pneus diagonais com faixas brancas (Good Year Super Águia 7.35 – 14), buscando com isso, um menor nível de ruído e maior conforto ao rodar.

Toda a linha Dart/Charger/LeBaron/Magnum recebeu novas forrações e tecidos, podendo ser nas cores bege, azul ou preto; novo ar condicionado (mais estreito), as manivelas de vidro, pinos de trava da porta, o espelho interno e o suporte dos puxadores das portas eram cinza, novos bancos, painel coberto por vinil, rádio AM/FM com toca fitas e antena elétrica, novo relógio elétrico em quartzo, alto-falantes coaxiais (01 no painel e 02 logo atrás dos bancos traseiros), porta-malas acarpetado, novo posicionamento do estepe, tratamento acústico e térmico reformulado. Na parte mecânica ganhou nova bateria com 54 ampéres, novo radiador com 19 litros dotado de defletor de ar. Para amenizar o problema da baixa autonomia (os postos não abriam aos finais de semana) o tanque de combustível passou a ter capacidade para 107 litros (ocupando o espaço anterioremente utilizado pelo estepe) e modificações na suspensão deixaram o carro mais macio e confortável, entre outras alterações. A partir de maio de 79 foi lançada uma nova transmissão automática, denominada de Lock Up, que possuía bloqueio do conversor de torque, deixando o carro mais ágil e econômico.

Na linha de carros pequenos, o Polara ganhou um opcional interessante: transmissão automática de quatro velocidades (mais uma vez, a primeira do Brasil), ficando mais luxuoso e exclusivo. As relações de marchas da transmissão automática eram quase idênticas a da transmissão mecânica, sendo a última marcha igual nos dois casos (1:1). No interior, o Polara GL ganhou nova padronagem do estofamento, idêntica a da linha Magnum e com as mesmas opções de cores.. Outra mudança foi a recalibragem (alteração da agulha) do carburador o que deixou o carro mais econômico que seu antecessor, porém perdendo um pouco de seu desempenho.

Mesmo com o final das importações de automóveis e com seus novos produtos superiores em vários aspectos aos modelos anteriores, tudo ia contra a Chrysler, pois a empresa mesmo nos EUA não estava bem e para melhorar a situação da matriz americana esta decidiu vender 67% das ações da filial brasileira para a Volkswagen da Alemanha em Janeiro de 1979 quando então esta se tornou sócia majoritária. Outro grande problema foi a crise do petróleo, que piorou devido a revolução iraniana, aumentando a recessão e aterrorizando ainda mais os motores V8 e seus donos.

Neste ano, os presidentes da Chrysler e da Volkswagen visitaram as instalações dos produtos Dodge e anunciaram a intenção de ampliar a produção do Polara, Dart e Magnum. Já em Maio o novo presidente da Chrysler reafirmava a intenção de aumentar a fabricação dos Dodges e ampliar a rede de revendedoras, acrescentando 24 unidades, a serem construídas nos próximos 3 ou 4 anos.

Mesmo com a declaração dos funcionários de alto escalão da Volkswagen, os meios de comunicação colocaram em dúvida a continuidade da produção dos veículos Dodge, então para tranquilizar os compradores e evitar o acúmulo de veículos no pátio, a Volkswagen publicava anúncios mostrando que a Chrysler estava mais forte com a associação da Volkswagen, mas com o tempo, o inimigo foi mostrando a sua face...

Curiosidades: Somente em 1988 outro carro nacional ganhou transmissão automática com quatro velocidades, o Opala Diplomata SE. Os outros nacionais com transmissão automática só tinham três velocidades.

A frente do novo Dart é igual ao Dodge Dart americano de 1974, já a frente dos Magnum, Le Baron e Charger R/T foi um projeto inteiramente nacional. A traseira de toda a linha é semelhante ao Dart americano de 1974. A nova frente do Magnum, Le Baron e Charger R/T eram produzidas em em fibra de vidro e as concessionárias receberam treinamento especial e kits específicos para efetuar reparos nestas áreas.

O Charger R/T era fabricado nas cores: marrom metálico com bege (interior bege), azul claro com preto e preto com prata (interior preto).

O Dodge Magnum encantava tanto os consumidores com seu conforto e design que ganhou o título de “Carro Status do Ano”. Algumas unidades chegaram a receber um adesivo de comemoração na tampa do porta-luvas.

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