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Retirada silenciosa (1981 – Fim de fabricação)

Novamente o presidente da Volkswagen afirmava os investimentos na Chrysler, sendo parte dos 50 milhões investidos no estimulo as linhas existentes e a grande parte na nova linha de caminhões da Volkswagen e afirmava que os automóveis Dodge seriam fabricados até, no mínimo, em Dezembro.

O tempo mostrava o que a Volkswagen queria, pois contrariando as outras montadoras que investiam na fabricação de motores movidos a álcool, não investia no motor do Polara, somente no motor V8 (que equiparia os caminhões Volkswagen futuramente).

Um pouco antes do meio do ano o símbolo da Chrysler foi substituído pelo emblema da Volkswagen na fabrica da Via Anchieta, São Paulo e a nova linha de caminhões (Projeto Dodge) foram lançados com com emblema da Volkswagen. Em Agosto de 1981 eram encerradas as produções do Polara e da linha Dart. As instalações da fábrica foram utilizadas até 1995.

Neste ano foram produzidos 1.416 automóveis Chrysler, o Charger R/T sumiu silenciosamente, a linha Dart não sofreu mudanças, sendo idênticos aos modelos 1980. A única inovação ficou restrita ao Polara GL, que passou a receber o mesmo painel que equipava o modelo GLS, distinguindo-se apenas pela ausência do conta-giros e os relógios de temperatura de óleo e amperímetro.

Infelizmente o que ocorreu foi que os Dodge V8 não tinham mais mercado (por causa de seus preços e do custo da gasolina), sendo vendidos à média de 6 a 10 Dart em um mês. Já no caso do Polara, que tinha um mercado em acensão até 1980, este era concorrente direto do Passat, da VW e além de mais bem acabado, era mais barato que o carro alemão, por isso não houve interesse em mantê-lo em produção, ao contrário do que ocorreu na Argentina, onde a VW não possuía um veículo médio em produção e tratou de atualizar o então Dodge 1500 e vendê-lo com a denominação de VW 1500, tendo sido produzido naquele país até 1986, substituído então pelo Voyage.

O que a VW realmente ela queria da Chrysler do Brasil era sua linha de produção e a tecnologia americana na fabricação de chassis para caminhões. Foi com esta tecnologia e com as instalações da Chrysler que a VW entrou no lucrativo mercado de caminhões, um de seus melhores negócios nos dias de hoje. Várias versões dos caminhões VW, denominadas de Canavieiros, foram produzidas e vendidas (havia incentivo do governo para isso) para usinas produtoras de álcool equipadas com um motor a álcool, o famoso e velho conhecido V8 318, dos Dodges. Este motor esteve em produção até 1986 e mesmo versões a gasolina foram produzidas para equipar os modelos 6.90 (caminhões urbanos) exportados para a América do Sul, especialmente Colômbia e Venezuela.

Curiosidades: De 1969 a 1981 foram fabricados 91000 unidades de dodges V8, aproximadamente. Já no ano de 1967 nos EUA foram fabricados 154.496 Dart's, em 1968 171.771 unidades e 1969 195.685 unidade, isto é claro sem crise do petróleo, mas demonstra a diferença dos mercados entre os dois países na época. Por este motivo várias peças de difícil localização aqui, podem ainda serem encontradas nos EUA. No caso do Dodge 1800/Polara foram fabricados 92.665 unidades e seu irmão Argentino (Dodge 1500) tem muitas peças em comum que podem ser utilizadas para a manutenção do Dodge brasileiro.

Ainda falando de Argentina, o motor do Dodginho, que lá era produzido com 1500cc (basicamente era idêntico ao nosso, mudando apenas diâmetro e curso dos pistões) foi utilizado durante muitos anos (mesmo após o encerramento de sua produção) na Fórmula 2, que era a categoria máxima do automobilismo Sul Americano. Este motor foi o maior vencedor nesta categoria, que tinha como regulamento a utilização de motores de até 1600cc. O mago da preparação deste pequeno canhão chama-se Orestes Berta e até hoje produz motores e componentes para competição. Muitos destes componentes, como amortecedores, comandos de válvulas, carburação e coletor, chegaram ao Brasil na década de 70 e equiparam os Dodginhos “fortes” que rodavam por aqui. Ainda hoje é possível montar um motor canhão para o Dodginho com as receitas e peças da oficina do Orestes Berta.

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