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Um grande pequeno. (1973 - Dodge 1.800)

Apresentado em outubro de 1972 no Salão do Automóvel, mas lançado oficialmente em 2 de abril de 1973, o Dodge 1.800 era um coupé de linhas harmoniosas, onde se destacava sua frente agressiva com quatro faróis e sua traseira estilo “fast-back”. O Dodge 1.800 era um carro agradável de se guiar, principalmente pela sua estabilidade, conforto, visibilidade e maciez no rodar. Outro destaque era o motor de 4 cilindros e 1.800 cm3 com 78 HP, alimentado por um carburador Solex 32 simples. O Dodge 1800 era o mais potente entre os pequenos, mas por este motivo também era mais gastão que seus concorrentes. O Dodge 1.800 era vendido nas versões Luxo (Cr$ 23.950,00) e Gran Luxo ou GL (Cr$ 27.048).

O Dodge 1800 era baseado no britânico Hillman Avenger e superior em vários aspectos. Um dos fatores mais marcantes no “Dodginho” era sua segurança, pois ele vinha equipado com retrovisor interno colado no pára-brisa, coluna de direção retrátil, trincos de porta embutidos, maçanetas embutidas, painel construído com materiais macios e sem elementos protuberantes e carroceria com área de deformação frontal. Com um tamanho externo praticamente igual ao do Chevette, o espaço interno era muito superior, sendo excepcionalmente bem aproveitado, havendo apenas certo incômodo ao terceiro passageiro do banco traseiro, devido ao túnel do cardã, problema comum aos carros de tração traseira. Mas o Dodge 1.800 tinha seus defeitos, consumo de combustível e estabilidade em estradas irregulares prejudicada pelo eixo traseiro rígido.

Na linha Dart/Charger 1973 houveram grandes mudanças, como novas lanternas traseiras, freios a disco dianteiros de série, painel redesenhado, lampejador do farol alto na alavanca de sinalização direcional, pisca-alerta de série e novos sinalizadores sobre os pára-lamas que ficaram menores e quadrados. Na parte mecânica a única alteração foi no sistema de motor de arranque, passando a ser mais direto e menos barulhento.

Para a linha Charger, a maior mudança foi a reestilização da dianteira, com uma nova grade quadriculada, formada por duas máscaras divididas verticalmente por um novo emblema (foguete estilizado ou um V invertido) e faróis duplos embutidos: na parte esquerda ficava o logotipo Dodge, imitando manuscrito. O Capô recebeu duas entradas de ar falsas (flautas), exatamente sobre cada fileira de cilindros. Neste ano o RT perdeu as travas externas do capô (mas que poderiam ser instaladas nas concessionárias) e as faixas pretas sobre ele. As laterais passaram a ter faixas pretas decorativas na linha de cintura, compostas por duas pequenas linhas envolvidas por um friso mais fino e interrompidas pelo logotipo Charger R/T escrito em letras vermelhas no fim dos pára-lamas traseiros. Na traseira as lanternas foram modificadas, ficando lisas e vermelhas, com um pequeno retângulo branco na parte inferior (luz de ré). Entre as lanternas, foi modificado o friso, passando a ser metálico, opaco e cobrindo apenas a parte inferior da tampa do porta-malas. Na parte superior, no centro, ficava o logotipo Dodge em letras divididas e grandes.

No interior o Charger recebeu novos bancos, agora com encosto de cabeça, o painel ganhou um revestimento imitando cerejeira e um rádio embutido com botões verticais, os mostradores ganharam nova grafia. Os retrovisores externos ganharam regulagem interna e o interno passou a ter posição dia-e-noite.

Ainda na linha Charger, surgiu o Charger LS que substitui o Dodge Charger. O LS era mais simples que o RT, não possuindo as flautas no capô e as faixas decorativas eram compostas por filetes menores e seguiam as laterais superiores. O Charger R/T custava Cr$ 50.783,00 e o LS Cr$ 43.151,00. Como opcionais o R/T poderia ser equipado com Ar condicionado, pintura metálica, pneus com letras brancas, câmbio automático e protetores de pára-choque. Já o LS poderia ser calçado com as rodas Magnum 500, mas de série vinha com as calotas do Dart Gran Coupê, porém com os miolos diferenciados pelo emblema da estrela de três pontas da Chrysler e os opcionais do R/T.

Na linha Dart a dianteira ganhou nova grade em plástico dividida horizontalmente e novos frisos dianteiros. O logotipo Dodge em manuscrito ficava no lado esquerdo do capô.. A supercalota foi abandonada e os Dart voltaram a utilizar a calota pequena, agora de aço inox e fixada por um suporte parafusado na roda. Na traseira novas lanternas e emblemas traseiros. Ainda na linha Dart foram lançados o Gran Sedan e Gran Coupé, estes possuíam um ótimo acabamento, melhor isolamento acústico, tanto interno como externo, pois eram carros destinados à pessoas com maior poder aquisitivo. Externamente os dois modelos possuíam teto em vinil delimitado por frisos cromados, calotas de inox, grade na cor cinza, emblemas especiais, friso decorativo no porta-malas e cores sóbrias. No interior o nível de acabamento era muito bom, com várias luzes de cortesia. Por causa do lançamento do Gran Sedan o Dart Sedan, deixou de ser produzido.

No Dart SE, por solicitação dos consumidores, várias, porém sutis modificações foram implementadas, como o botão da buzina agora maior, mas em formato exclusivo (diferente do Charger) e a inclusão de itens até então não disponíveis nem como opcionais, como o retorno automático do pisca-pisca, tampa do tanque com chave e conjunto bomba e esguicho de água para o parabrisa. Opcionais importantes passaram a ser oferecidos, como os freios dianteiros a disco com auxílio a vácuo, ventilação forçada e pisca-alerta, além da possibilidade de equipar o carro com os acessórios oferecidos pelas concessionárias, como as travas para o capô, direção hidráulica e teto de vinil. O exterior do carro seguia as inovações da linha, como a nova grade dianteira, que neste modelo era totalmente pintada de preto fosco, mantendo os frisos de contorno da cor da carroceria. O capô preto fosco e as faixas laterais permaneciam as mesmas da versão do ano anterior e os primeiros modelos 73 eram vendidos com as lanternas traseiras da versão 72, uma forma inteligente de desovar o estoque destas peças e uma exclusividade desta versão.

Os Darts Gran Sedan e Gran Coupê não possuíam faixas laterais, já o Dart ganhou um faixa similar as dos Darts de 1971, apenas mais grossas. O Aro da buzina foi pouco alterado não cobrindo todo a circunferência e no Gran Coupê e Gran Sedan o botão da buzina é similar ao do Charger, mas com outro desenho central.

O ano de 1973 foi o melhor para a Chrysler, com a venda de 17.939 Dart/Charger e 15.399 Dodge 1.800, mas nem tudo era maravilha, pois a Crise do Petróleo teve início e o Dodge 1.800 se mostrava um carro problemático.

Curiosidades: Desde 1971 a Chrysler já pretendia lançar um automóvel pequeno, tanto que a empresa testava dois Hillman Avenger de quatro portas e motor de 1.500 cm3, lançados em 1970 na Inglaterra. Este automóvel também foi fabricado na Argentina com o nome Dodge 1.500 e na América do Norte foi vendido com o nome Plymouth Cricket, mas não teve êxito no mercado americano (importado da Inglaterra).

A fabricação do Dodge 1.800 provocou várias mudanças na linha de produção de São Bernando do Campo e Santo André, onde alguns maquinários ainda remanescentes da Simca foram trocados e as carrocerias, que eram empurradas manualmente, deixaram de ser movimentadas pelos funcionários para dar espaço a maquinários apropriados. Outra mudança na linha de montagem foi a pintura, que antes era em Laca acrílica e passou a ser em Esmalte sintético, melhorando o acabamento dos automóveis Chrysler.

Os modelos mais caros traziam uma chapa em preto fosco que cobria internamente a borracha de vedação do pára-brisa dianteiro.

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