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Pagando caro. (1974 - Crise petróleo e Dodginho)

Em 1974 o mundo todo é aterrorizado pelo preço do petróleo e cada vez mais, com embargo da Opep, a gasolina encarecia fazendo com que as montadoras mudassem seus planos a fim de fabricar carros econômicos. Nos Estados Unidos, onde os motores V8 dominavam completamente o mercado, as montadoras começavam a pesquisar formas para que seus motores se tornassem mais econômicos e menos poluentes.

Aqui não foi tão diferente, os Dodges v8 tiveram uma grande queda nas vendas (11.318 contra 17.939 veículos Dart/Charger vendidos no ano anterior). No mercado de usados os automóveis com motores 6 cilindros e 8 cilindros tiveram a procura reduzida e como conseqüência o valor de revenda começava a cair. Para 1974, a Chrysler não vez muitas alterações na linha Dart/Charger. No caso do Charger este ganhou novas faixas decorativas laterais que começam no pára-lama traseiro, rente a porta, formando um “C” e com o logotipo Charger R/T entre as faixas, o friso lateral era mais fino e possuia uma curvatura próximo à roda traseira e abaixo dele, a carroceria era pintada em preto fosco, as flautas do capô ganharam um novo desenho, a tampa de combustível era pintada da mesma cor da carroceria e saíram de linha as famosas rodas Magnum, dando lugar as rodas da linha Dart com enfeites cromados e calota, dando um belo aspecto ao R/T. O Charger LS ganhou painel com imitação de cerejeira e os frisos em preto fosco como no R/T. Neste ano o Charger R/T custava Cr$ 57.712,00 (preço de fábrica). Tanto a linha Charger como os Dart Gran Coupê e Gran Sedan, podiam vir com o vinil preto ou caramelo, combinando com as cores do estofamento.

Na linha Dart, externamente não houveram alterações, somente a retirada de alguns frisos e a mudança do friso lateral que passou a ter uma curvatura próximo às rodas traseiras (menos nos modelos Gran Coupé e Gran Sedan) e a pintura da tampa de combustível da mesma cor da carroceria. Toda a linha Dart ganhou novas cores, mais vivas.

Na parte mecânica os Dart/Charger ganharam ignição transistorizada (opcional para o Dart), que eliminava o platinado e condensador, mantendo o motor regulado por mais tempo e oferecendo melhor desempenho, a direção hidráulica foi trocada pela fabricado pela ZF, mas a maior mudança mecânica no Dodge Charger era a possbilidade de equipar o carro com câmbio automático, cuja alavanca de acionamento ficava no chão e não mais no painel, como o resto da linha.

No SE, o capô e porta-malas perderam a pintura em preto fosco e as faixas decorativas foram alteradas, o revestimento dos bancos era da mesma cor da carroceria e os freios a disco passaram a ser de série.

A linha Dodge 1.800 foi outro problema para a Chrysler, além da crise do petróleo. Lançado às pressas, o Dodginho apresentou problemas na carroceria (alinhamento das portas e borrachas de vedação), carburador (tinha péssimo rendimento), câmbio (Desgaste das marchas e ruídos no sincronizador), amortecedores, caixa de direção (várias quebras), por estes problemas a Chrysler somente recebia reclamações dos proprietários, mas alguns destes problemas foram resolvidos ainda em 1973, forçando a Chrysler a lançar o modelo 1974 em Outubro com uma nova campanha chamada de “Operação Garantia Total”.

A Chrysler tentava melhorar a imagem do Dodginho através de brindes e facilidades de pagamento e com isso atrair os consumidores. Com o intuito de ganhar admiradores e aproveitando o sucesso do Dart SE, foi lançado o Dodge 1.800 SE; este dispensava cromados e trazia pintura em preto fosco na parte inferior das laterais e rodas com pintura esportiva. No interior, volante esportivo e acabamento mais alegre e simples, vinculando uma imagem jovem ao carro, mesmo tendo o mesmo motor dos outros Dodge 1.800. O Dodge 1.800 SE custava Cr$ 23.800 e o Dodge 1.800 Luxo Cr$ 25.490.

Mesmo melhorando continuamente a qualidade de seus produtos, a Chrysler era prejudicada pelos seus próprios erros e principalmente pela crise do petróleo (vendeu 11.318 Dart/Charger e 15.689 Dodge 1.800). Ainda tentando melhorar a imagem de carro gastão que os Dart/Charger possuíam, o departamento de engenharia estava desenvolvendo um dispositivo para avisar o motorista quando seu pé direito estava demasiadamente pesado.

Curiosidades: A partir de 1975 o pisca-alerta se tornou obrigatório para todos os carros nacionais.

Os automóveis da linha Dart/Charger foram os primeiros do Brasil a utilizarem a ignição eletrônica, uma inovação tecnológica importante para a época.

Os Dodge 1800 SE, assim como os Dart SE, possuíam algumas simplicações em relação aos demais modelos que não agradavam muito, no caso do Dodge 1800 a abertura do capô não tinha comando interno.

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