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Perdendo Amigos (1976 Dart SE, Gran Coupé e Charger LS)

Na linha 1976 foram retirados de fabricação os esportivos Dart SE e Charger LS e o luxuoso Dart Gran Coupê. Infelizmente, estes carros não tinham muita procura, pois com o preço de um Dart SE novo, já era possível comprar um Dart de Luxo semi-novo, e que oferecia um pouco mais de conforto e equipamentos. Já quem tinha dinheiro pra comprar um Charger LS ou Dart Gran Coupê 0 km pagava mais e comprava um Charger R/T ou ainda, optava pelo mercado de usados, já que os beberrões, a cada aumento de gasolina, desvalorizavam no mercado.

Este ano a Chrysler não modificou muito seus produtos. O Dart ganhou novos bancos, forração de portas, o volante foi trocado por um 4 raios, igual do Dodge 1800, o rádio foi substituído por outro modelo com botões convencionais (dois em cada canto). No Charger R/T as novidades foram os bancos anatômicos com encosto alto e volante igual ao Dart. Externamente o R/T ganhou novas faixas, um pouco mais finas que do ano anterior. Já o Dart ganhou faixas que começam no pára-lamas dianteiro e vai até a antes da metade do pára-lamas traseiro, sendo interrompido pelo emblema DART DE LUXO e a moldura traseira agora é toda em metal.

Já o Gran Sedan somente teve alterações internas como toda a linha Chrysler, onde recebeu novo volante, rádio e novas padronagens dos estofamentos, melhorando bastante o conforto interno. Nas mudanças externas foi modificado o vinil que agora cobre toda a capota.

 

Já o Dodge 1.800 recebeu várias alterações, começando pelo nome sendo renomeado de Polara. Externamente recebeu nova grade e lanternas traseiras redesenhadas, maiores e sem divisões como o Dodge 1800 de 1975, o interior foi remodelado ficando mais luxuoso e podendo ser preto ou caramelo, mas a grande novidade estava no motor que no motor ganhou mais potência, ficando com 93 HP graças ao retrabalho do cabeçote, novo comando de válvulas e a troca do carburador japonês Hitachi para o inglês SU 175, tudo isso sem comprometer o consumo de gasolina, pelo contrário, com a maior eficiência do motor, o consumo acabou sendo reduzido. A suspensão foi reajustada, dando mais conforto e estabilidade com rebaixamento da traseira e nova geometria na dianteira. Com estas alterações a Chrysler realmente mudou o carro e não somente seu nome, o desempenho do Polara era muito superior ao do Dodge 1800.

Como opcionais, o Polara podia vir calçado com pneus radiais e para o sistema de freios era disponível a instalação do servo-freio

Estas melhoras no Dodginho se resumiram em números, vendendo 12.896 unidades, já a linha Dart/Charger, continuava em queda, vendendo neste ano apenas 4.484 unidades, devido a crise do petróleo. Também pela crise de petróleo os donos de Charger R/T começavam a gastar mais gasolina, rodando de posto em posto a procura da quase extinta gasolina azul, por este motivo a Chrysler teve que começar a pensar em alterar o motor de seu esportivo para o próximo ano.

Curiosidades: O nome Polara também foi utilizado pela Chrysler em outros paises, como Argentina e Estados Unidos, mas nestes paises este nome foi utilizado para carros do porte do Dart e foram grandes sucessos de vendas nestes locais.

A maioria das modificações mecânicas inseridas no Dodge Polara foram idealizadas pela revenda autorizada Chrysler chamada Marinho Veículos, de Ourinhos-SP. Seu proprietário, o próprio Marinho, insatisfeito com o desempenho e os defeitos iniciais do Dodginho, tratou de desenvolver soluções criativas e bastante técnicas para o carro, que posteriormente foram adotadas pela fábrica. Dentre as mudanças que a Marinho veículos fazia e oferecia a seus clientes e que depois surgiram no Polara, estavam as bandejas das suspensão traseira, que tinham o encaixe da mola rebaixado, permitindo usar a mesma mola mas deixando a traseira do carro mais baixa e estável. Também o comando de válvulas e o retrabalho no cabeçote desenvolvido por esta oficina serviu de base para as mudanças da fábrica e como se ainda não bastasse, a nova geometria da suspensão dianteira, que eliminou o problema crônico de trepidação da direção (shimming) foi idealizada na revenda. A Marinho veículos também produziu uma versão pick up do Polara, testada por uma revista especializada, foi considerada como a melhor entre as três pick ups testadas, sendo uma derivada do Passat e outra do Chevette.

Demonstrando o melhoramento do Polara, este substituiu o Dodge 1800 nas corridas do Torneio Brasileiro de Turismo Nacional onde competiam carros com até 2.000 cm3 e ganhou o campeonato, obtendo o 1°. lugar com João Batista Aguiar e o 2°. com Fábio Sotto Mayor. No final do ano de 76 os Polaras dominavam a categoria, sendo maioria absoluta nos grids de largada.

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